quinta-feira, 27 de março de 2008

Não invente Sr. Scolari..

Mais uma vez a merda da Grécia. Ao 3º jogo Scolari já devia ter encontrado o antídoto para uma equipa que se apresentou sempre com a mesma maneira de jogar. Enfim.. Scolari lá deve ter sonhado com um meio campo composto pelo "pensador" Meira, pelo "carregador de pianos" Veloso e pelo "duro" Carlos Martins e pronto, qual viciado no jogo que sonha com uma chave do euromilhões e vai jogar com ela, lá se decidiu a colocar em campo este meio campo revolucionário..e fraco. Teria alguma piada não fosse tratar-se da nossa selecção.. É que além da questão da preparação e da importância a esse nível que o jogo tinha, ele trazia uma carga emocional que ultrapassava isso. Tínhamos que ganhar, era O carrasco do Euro-2004, do nosso Euro. Resta-me desejar que no momento chave, e depois da complicação que foi a qualificação, Scolari volte a não falhar (sim, porque não tenho gostado do que tenho visto mas reconheço-lhe o mérito e o bom trabalho). E quando digo que espero que volte a não falhar digo-o no sentido de ter a capacidade de libertar a genialidade dos nossos jogadores e o seu querer e crer, sim, porque a sua "genialidade" como treinador deixa a desejar..

domingo, 23 de março de 2008

sábado, 22 de março de 2008

E o primeiro vencedor da Taça da Liga é...

... o Vitória de Setúbal!
Mas vamos por partes...
O jogo acabou 0-0 apesar de termos assistido a uma segunda parte bem mais animada e com algumas boas oportunidades de golo. Como previ, Moutinho passou para interior esquerdo, posição onde claramente rende mais. O Sporting tornou-se mais pressionante, Grimi apoiou muito mais o ataque (do outro lado, nem Abel nem Pereirinha conseguiram dinamizar tanto quanto Grimi), Romagnoli também subiu de produção, fruto de algum cansaço de Sandro, que passou a fazer uma marcação mais zonal - Romagnoli procurou os espaços mais laterais e teve mais bola portanto.
Este balanceamento ofensivo do Sporting criou alguns espaços para a transição do Setúbal, que aqui ou ali podiam ter sido melhor aproveitados. Gama voltou para a posição de extremo (erradamente na minha opinião - Gama tem muito mais características para armador de jogo) e o Setúbal perdeu em qualidade ofensiva. O livre de Pitbull (que acabou o jogo como unico avançado da equipa) ao poste foi o melhor momento sadino de toda a segunda parte e até do jogo.
Na lotaria das grandes penalidades prevaleceu a qualidade individual de Eduardo (à atenção de Scolari) e a instabilidade emocional do Sporting nos penálties (será que Carvalhal, sabendo do mau momento do Sporting na marcação de grandes penalidades, forçou este desfecho - razão pela qual recuou tanto a sua equipa?).
Está então de parabéns o Vitória de Setúbal, que, aliás, está a fazer uma extraordinária temporada!

Sporting 0 - Setúbal 0 INTERVALO

O resultado ao intervalo não espanta ninguém. Não existiu uma única oportunidade clara de golo, não houve um domínio claro de nenhuma das equipas, nem nenhum destaque individual.
O zero-zero da primeira parte deve-se sobretudo: (1) à incapacidade do Sporting em contornar a organização defensiva do Setúbal; (2) à excessiva dependência de Pitbull por parte do Setúbal.

(1) o Setúbal dispôs a sua linha defensiva muito junto da sua grande àrea, no entanto, à excepção de Sandro, os restantes elementos do meio campo jogavam mais à frente, lado a lado (Chaves sobre a esquerda, Elias sobre a direita), procurando a recuperação da bola e o encurtamento de espaços o mais cedo possível. A solução encontrada pelo Sporting passou pela colocação da bola o mais rápido possível em Vukcevic e Liedson, em zonas fora do raio de acção de Sandro e nas costas de Chaves e de Elias. No entanto, a qualidade desses passes não foi a melhor e a ajuda de Romagnoli foi insuficiente, até porque os laterais do Sporting não se envolveram no ataque, algo incomportável num sistema táctico como o do Sporting, que não contempla extremos.

(2) a verticalidade de Pitbull e a sua capacidade de, praticamente sozinho, trazer a bola para o ataque fizeram com que fosse solicitado pelos seus colegas de forma quase exclusiva nas responsabilidades ofensivas. Apenas quando Bruno Gama abandonou a ala direita e assumiu-se como 10 é que o setúbal passou a ocupar com mais frequência as zonas do campo mais próximas da àrea de Patrício e de forma mais prolongada, o que não acontecia antes, quando Pitbull se encontrava muito desamparado na frente. Para isso também contribuiu a crescente subida no terreno do meio campo sadino.

A primeira parte foi muito equilibrada, veremos o que acontece na segunda. A mobilidade do trio atacante do setúbal e a consequente capacidade de alterar o esquema táctico (como aconteceu quando Gama veio, de forma mais assumida, para a posição 10) parece-me a grande arma de Carvalhal. Do lado de Paulo Bento, existe a necessidade de incentivar as subidas dos laterais e talvez a colocação de Moutinho a interior esquerdo (e não na direita, como tem estado a jogar), tentanto aproveitar a recente boa forma deste nessa posição, nomeadamente com os 2 golos que fez, fruto das diagonais a partir da meia-esquerda.

Daqui a 45 minutos cá estarei para comentar o que, de facto, venha a acontecer.

Percebo énes de bola - o início

Está assim iniciado mais um blog sobre futebol e outras modalidades, nas suas vertentes mais desportivas, mais técnicas, ou mais políticas até.
Não que achemos que este vá ser muito diferente... Simplesmente é nosso, são as nossas ideias que exprimimos, sem censura ou amarras deontológicas (até porque não somos jornalistas!).
God bless.